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28 setembro 2011

1° Conto (parte quatro) - Rikts

Delay nooo! D:
Peço desculpas pela demora de novo =3= 
(revisão e envios fails, mas está aqui!)

Um dia ajustarei meu periodo de post. Como não é sempre que posto algo no blog e mais no forum em que participo, eu esqueço da vida... Ainda mais com paginas para fechar. 
Então seguiremos aos poucos até o final lol (que já está chegando perto...)


Reforço novamente: Sinta-se livres para comentar, tanto do desenho como da escrita fail.  ><"''' Não vou obrigar ninguém a ler e discordar, apenas sinta-se a vontade e tente se divertir (se quiser).

1° Conto com o personagem William Carter (0346-48)




Dois dias de permanência na estalagem.

Carter ainda não visitara a torre do relógio, por algum motivo não aparente.

Alguma peça estava faltando... O interrogatório com Max, o amigo de Marcus não resolveu muito, mas deu uma pena leve, pois o mesmo não sabia do que estava ocorrendo. Para buscas de mais informações, ele saia de manhã e voltava à tarde, trazendo algumas coisas, como comida e cadernos de anotações. Alguns livros pertenciam à biblioteca da cidade, bem próxima a torre do relógio. Muitos não iam para lá por medo de serem atacados, mas este, assim como o senhor que vive lá, acreditam que seja uma coisa normal do dia a dia.

Fora isso, ele teve que encarar certas broncas e arcar com a quebra de metade da entrada do estabelecimento, além de alguns danos morais (isso pelo sangue jorrado e mortes alheias... Mesmo alguns sendo máquinas que tenham jorrado uma espécie de óleo natural...). Tudo havia sido encaminhado para o seu superior, Chaves Alberto, que providenciou um autômato simples para essas tarefas de reconstrução, enquanto ele estivesse por ali. Carter não se preocupava com esta parte, pois seu superior sempre permitia que levasse algo do quartel para ajudá-lo, assim como pessoas.  
 
Enquanto o pequeno autômato fazia sua tarefa no dia, Carter estava afogado nos livros e anotações até o pescoço. Colocou uma placa de "Não perturbe" e continuou suas pesquisas no seu quarto. Havia algum furo nestes fatos, mas bastava descobrir onde ele estava.

--1989 foi o ano de inauguração. O relógio ajudou todos da cidade, assim como o aumento de seu centro turístico, além da passagem de tranqüilidade e educação para as crianças locais em seus longos 16 anos. Ano de 2011... Mariah possui 19 anos. Reduzindo pelo tempo que permaneceu sem sua mãe... 6 anos. Não é uma coisa tão longa no incidente... Mas tem algo nisso que me intriga. – Carter esbarra em um de seus copos, rodopiando até a parede. Ele ficara imóvel, apenas observando o pequeno copo, já que este estava sentado no chão com sua pilha de papéis e canetas. Aquele copo o refletia e aos poucos o close dele era maior. Ele pegara o copo e o observa um pouco mais fixo.

--Algo que eu não veja...? Será que há alguma coisa oculta por alguma barreira intransponível que eu não consiga ver?
Ele posiciona o copo de volta e torna-se a sentar com um caderno do lado.

--Não posso ir naquele local sem antes conhecer quem é o meu oponente... Hinterns... Harps ou... Rhyper’s? Qual organização inimiga está aqui?

Muita informação depois de longas horas pesquisando em seu mini PC e anotando no caderno.  
A cabeça já estava pifando em plena parte da tarde...

--Eu vou dormir... Dor de cabeça...!

Ele se joga na cama, puxando algumas almofadas e parte da coberta. Os cadernos e pc foram deixados ao lado.

O sono veio rápido... Afinal, estava esgotado com o quilo de informações coletadas em apenas dois dias...

O café estalagem estava tranqüilo, mas tiveram que cerrar suas atividades devido ao incidente de manhã. Na sala de refeições, Mariah e Marcus estavam se servindo. Ainda era de tarde, o café estava na mesa, além de outras coisas nutritivas que Mariah havia preparado.

O silêncio estava presente por um tempo, o som dos talheres também era o único a se ouvir. Tão quieto que chegava a incomodar. Marcus decide falar:

--Você está fazendo isso só porque ainda temos um visitante na estalagem, né, mana? - Marcus indaga sério.

--Não! Tudo bem que ele decidiu pagar a estadia a partir de hoje, mas... Não o julgue errado, mano.
Ele a observa com um sorriso de canto. Ele sabia que sua irmã queria esconder coisas deles.

--Mana me responda uma pergunta.  Porque você está tratando-o diferente?

--Tratar? Não, eu apenas estou fazendo um de meus trabalhos.

--Diga a verdade. Depois que o Manu foi morto naquele dia, você parou de repartir seus segredos e sentimentos conosco.

Mariah ficara em silêncio, receosa com o que poderia estar respondendo ao seu irmão. Depois do que houve com sua mãe deixou de passar várias coisas para os demais, principalmente aos seus amigos.

--Maninho, eu irei chamá-lo para comer. Desculpa se criei alguma preocupação a você. - Mariah trocara o assunto.

--Tudo bem... "essa  menina  só  me dá trabalho,  desde  que  a Mãe  se  foi... Mas ela tem crescido mais,  devido a este estabelecimento... Se Manuel estivesse aqui , ele ficaria super feliz em ver que rumo as coisas estão tomando."

Mariah se retira rapidamente, evitando contar algumas coisas ao seu irmão.

Ao chegar próximo do andar de cima, estrondos altos são ouvidos. A parede do corredor rachara bruscamente, sendo posta a baixo, revelando um inimigo e Carter batalhando.

--Qualé... Não se pode nem tirar um cochilo?

Carter escarneia e se posta à frente do oponente, estalando seu pescoço e permanecendo sem uma parte de sua camisa, já que esta foi rasgada com a arma que o oponente portava em seu braço direito. Uma espada encurvada, sendo segurada como uma tonfa. O logotipo que existia ali, encravado na arma, deixava mais certeza de quem era o seu inimigo. Organização Safrs.

--Você não deveria estar aqui comandante!

No instinto Mariah se esconde, mas não deixara de acompanhar a luta e bem preocupada como na anterior. O esquadrão da R.A. não era formado por simples pessoas... Disso ela já sabia. Depois daquele ato em auto defesa, ficou mais claro... Eles são superiores a tudo...

--Eu só estou fazendo o meu trabalho. Fui pago para exterminar aqueles que ameaçam os humanos. - Carter se posiciona enquanto o oponente levantara do chão.

--Heh, e se eu disser que tudo isso é obra de um humano?

Memórias sobre algo passara... Uma anotação e imagem que havia visto foi recordado de muito tempo atrás. O mesmo manto que Carter viu anteriormente, enquanto conversava com Xavier, estava na sua frente. Um logotipo que somente quem participou de um projeto o conheceria. Projeto Norma.

--Mesmo que seja... Você também já foi um humano. Esses símbolos... Somente quem teve vínculo ao projeto norma os reconheceria logo de cara. Responda-me uma pergunta... Onde Reid está? Porque a Safrs está envolvida neste caso?

--Aquele cientista popular e o queridinho dos militantes? Ah, ele deve ter batido as botas... Da última vez que tive uma notícia, foi a que ele entrou em coma após um acidente experimental e ficou em Hilkstown esperando a Morte chegar. – Concluiu rindo sadicamente. A expressão de Carter havia se alterado, mas nada que comprometesse 100% de sua postura ríspida.  

--Morto... Se fosse como vocês, eu duvidaria desta suposição. Carter se aproxima rapidamente e rasga a veste do oponente, revelando um revestimento em aço no tórax e pescoço. O logo de Safrs estava encravado ali, juntamente de uma numeração. Norma 23.  

--Um humano mesclado a máquinas... Isso só poderia ser obra de Reid. "Seria um Hinterns de novo? Ou um Rhyper como eu?" – Carter pensara e não cogitava em mais nada, após ter descoberto o número.

--Huhuhuh... Situações delicadas merecem medidas drásticas comandante...

A distração dele com o fato era alta. Um movimento simples de um cachecol sobre as vistas de Carter. Surge a segunda pessoa daquele dia, aplicando-lhe, por conseguinte, um golpe que o derruba ao chão. A faca continha algo que conseguiu neutralizá-lo, mesmo que seja por pouco tempo. Foi um tempo suficiente para ver algo... Um pano branco cai ao chão. Pano de louças. Os olhos mudam mesmo com a reflexão de luz sobre sua face. Acabara vendo o que os dois inimigos fizeram... Seqüestraram Mariah que tentara desvencilhar e fugir. Eles já sabiam da presença dela no instante em que subiu.

O segundo irmão havia destruído a parede e decidem se retirar, mas antes... Um deles deixa uma mensagem:

--Nós somos como Mathew e Souen, X e R. Tente desvendar nosso jogo e talvez possa salva-lá com vida, Comandante!

Mariah foi levada pelos vilões.

Os olhos em espanto e raiva são apresentados. Punhos cerrados e batidos drasticamente ao chão, Carter estava em profundo desgosto, por ter sido surpreendido pelos secundários lideres da organização Safrs.

--Desgraçados! – Bradou ele e logo capotara ao chão. O silêncio voltara a se estabelecer aos poucos.

Os estrondos diminuem e vemos alguém correndo para ver de onde via tal barulho. Paredes postas a baixo, rachaduras e a destruição de alguns móveis pelo corredor. Marcus percebe o que ocorreu e discorria pelos lados para verificar se haviam feridos. A estalagem não tinha muitos visitantes naqueles dias. O rastro da destruição das paredes e do chão, estavam bem claros. Ele observa um pouco mais ao redor, por parecer uma trilha e vê Carter caído ao chão.

--Ei! Comandante! O que aconteceu?

Um som estranho e similar parecia aumentar a cada passo... Estrondoso em peso como o metal... Carter percebe que algo estava levantando-o rapidamente. Sua consciência se recompõe vagarosamente e respondera ainda ofegante:

--Eles levaram Mariah.

-Eles quem? – Marcus espantara-se e indaga imediatamente.

O efeito daquela arma contaminada estava passando, a cura especial de Carter começou a agir rápido depois de recobrar a consciência. Sua marcação negra que tinha em seu coração estava ficando aparente, logo que percebe, puxa rapidamente parte da blusa, recobrindo-se.  

Aquela era uma espécie de cicatriz diferente, e que evitava mostrar para os outros por conter certos mistérios. Logo após se levantar e disfarçando tal marca, conclui a pergunta de Marcus.

--Soldados e um dos líderes da Safrs, é uma Organização de mercenários e assassinos existentes há mais ou menos 200 anos. Alguns daquele grupo estão sendo caçados severamente por nós da R.A.
Acredito que aqueles ali sejam iguais aos lideres gêmeos Souen e Matthew. Devem ser os irmãos vermelho.

--Safrs? Irmãos vermelhos? Isso parece brincadeirinha. Hahaha! – Ri sarcasticamente.

--Tire sarro à vontade, mas eles receberam esse nome devido ao que fazem as vítimas que eles matam. Sempre expondo o corpo e marcando os locais com o próprio sangue da vítima, deixando mensagens que dizem o que fizeram, em uma linguagem que somente nós temos conhecimento. Pedaços dos corpos também eram marcados por números e espalhados pelos locais do crime. É algo apenas para criar alvoroço e mostrar que devemos temê-los e logo identificá-los como os "tais". Odeio pessoas que se bancam as melhores. – Carter terminara com um sorriso amargo em sua face. Marcus ficara um pouco em silêncio, mas logo pergunta:

--Coisa sinistra... Então... Como pretende resgatar minha Irmã?

Ele trocara totalmente do assunto...

--Na hora exata... Apenas deixe isso comigo. – Ele estala seu pescoço, ao que parece já estava normal. Marcus ainda o encarava. Ele se levanta e se posta a falar...
 
--Carter... Eu ainda não tenho plena confiança em você.

Carter escutara esta frase. O silêncio penumbrou pouco, mas logo demonstra um olhar completamente diferente, mais determinado e frio.

--Não precisa confiar em mim. Apenas siga e mantenha a sua conduta.

 “Humano... Ainda há algo oculto nesse jogo... Eu pressinto isso.”

Investigações... A rodada de análises ainda continuava. Carter recolhe algumas coisas que havia visto, arruma o recinto que detonaram junto de Marcus e os autômatos locais contratados. Afinal, aquela destruição foi causa da R.A. contra a Safrs, logo tinham que arcar com as despesas.

Os outros familiares também tentaram aplicar uma bronca em Carter, mas como perceberam que era desnecessário, e era melhor evitar possíveis problemas com relação a interrogações e suspeitas, apenas deram um prazo para que resolvesse logo o caso. Todos saíram do alcance de Carter para evitarem ser considerados como suspeitos. Este já estava começando a ficar perturbado com a pequena pressão alheia. Não poderia fazer nada sem resolver certas coisas primeiro, ainda que existam pequenas pontas soltas no jogo.

O terceiro dia voa... 

Algumas horas depois, era final do dia, noite. Marcus e Carter caminhavam tranquilamente pelas redondezas, mas Carter ainda não fixou a idéia de ir até a torre do relógio e resgatar Mariah. Existe uma pessoa que está fazendo esse jogo, supôs que fosse apenas o Reid, mas depois do comentário de um dos irmãos vermelhos, sua certeza mudara para uma pessoa de segundo plano... Alguém que tivesse conhecimento do poder que as matérias negras possuíam... Skylles.

As Skylles são a principal matéria que movem os autômatos atualmente, não se sabe a origem, não se sabe a existência de sua criação... Sabe-se apenas que são perigosas em qualquer mão humana. A R.A. é incumbida de recolhê-las antes que seja tarde. Este é o fator dois da missão. Além de livrar o mau daquele recinto, existia este outro a ponderar.

Chegando a um playground deserto, os dois se aproximam dos balanços. Carter posta seu pé sobre o balanço, ainda compenetrado com o feito, decide conversar a sós com Marcus... E analisar um dos suspeitos do grupo.

--Porque você não foi atrás da minha irmã naquela hora? - Marcus discorre antes de Carter dizer algo a respeito. Este apenas inclina-se em pé no balanço. Balançando aos poucos ainda dando a entender que estava totalmente distraído. Havia apenas poucos flocos de neve sobre o ar. Carter responde depois de um tempo, olhando para o céu aberto e límpido.  

--Eles têm uma arma que neutraliza certos oponentes. Como são da organização Safrs, possuem meios para derrotar qualquer classe de inimigos e procurados com facilidade. Logo eu fui apenas neutralizado por pouco tempo... Deve ser um novo químico especial que eles formularam.

--Mas como fará para salvá-la?

Ele trocara de assunto. Marcus realmente estava preocupado com sua irmã e tentava fixar a idéia para Carter, mas este já havia notado aquele sentimento...

--Eles não a matarão, porque o plano de estratégia sou eu. Querem me derrubar primeiro. Creio que só haverá algumas lesões e ferimentos simples, nada de mais.

Um minuto de silêncio... Marcus se surpreende com a resposta e ressaltara:

--Ferimentos simples? Lesões?! Você deve estar brincando! – Marcus indaga super preocupado.

--Eu não brinco quando meu trabalho envolve reféns. Esqueceu-se de que sou um dos comandantes do maior esquadrão único e pertencente ao Ártico?
 
Carter ficara sério e incisivo com o assunto.

Marcus amortece e respira, pois é um assunto um pouco delicado. Mesmo sendo um cabeça quente, sabia quando deve-se por em seu lugar.
 
--Os únicos que tive contato naquela família foram Mariah, você e o meu contratante, Xavier.

--Você instiga que apenas está a escutar os que teve contato, não?

--Quase... Mas vocês são os meus primeiros suspeitos do caso.

--Hã? Não... Eu acho que você deve ter batido a cabeça... Não podemos ser suspeitos assim se não fizemos nada de mais!

Carter desce do balanço, na hora que vê um desvio de olhar e fraquejo que Marcus apresentara.

--Sua voz fraquejou. Diga-me o que você esconde. Assim poderei reduzir sua pena e salvar sua irmã no mesmo instante. Ela fez o mesmo e me contou o ocorrido.

--Não...! Eu não sou um culpado! - Ele recua para trás.

--Marcus. – Carter se aproxima mais e mais dele. --Diga-me o que realmente aconteceu na noite do dia 19 de julho de 2005! Seu irmão não foi assassinado? Ou você o abandonou lá? Conte-me... Como ganhou estas pernas!
 
Carter o derruba ao chão, cortando rapidamente as barras da calça, revelando próteses metálicas. As pernas foram substituídas por membros mecânicos.

A expressão de Carter com este interrogatório era fixa. Apenas se alterava de acordo com as suas deduções para obter respostas reais das vítimas do dia.

Primeiro foi Xavier, apresentando o problema e o caso. Segundo foi Mariah, dando metade das informações, e agora Marcus a revelar o restante. Estes três estavam envolvidos.

--Eu não pude fazer nada, no dia apenas fui atrás de meu irmão, porque estava preocupado... Ele viu algo que não deveria e o mataram na minha frente... Eu seria morto também, mas surgiram alguns guardas que nos salvaram.

--Nos salvaram...?

--Eu e Mariah. Eu fui para aquele local junto de nosso irmão, para tentar salvar nossa mãe e irmã, mas somente Mariah conseguiu passar pela janela da sala de cordas (nomeada por eles de a famosa sala do Cuco). As últimas palavras de nossa mãe, também foram uma grande despedida... "Vocês cinco se unam e ajudem o papai a manter nosso comércio. Saibam que sempre os amarei, mesmo que não compartilhemos de um futuro juntos. Protejam-se e vivam por nós.” 
 
--Se Mariah conseguiu sair por aquele local... Porque as outras crianças também não fizeram o mesmo? – Carter  ficara intrigado.

--Elas iriam, mas os assassinos começaram a matar todos do nada... Os gritos daquele dia ficaram marcados na minha memória! O desespero daqueles que tentavam fugir, conseguíamos ver tudo pela janela... Um a um sendo degolado, cortado, estraçalhado... Até mesmo a minha mãe que tentava fechar desesperadamente a porta do recinto... Foi trucidada em nossa frente...

Carter ficara surpreso, mas logo retoma sua feição séria.

--Descreva-me aqueles criminosos. -Carter não pensava nas conseqüências que teria ao remexer nas memórias de Marcus... Nem mesmo a de Mariah. Será que era tudo para concluir a missão?

-- Eles devem ser punidos por tal feito, em igualdade.

--Você acha que pode fazer isso? "Pode mesmo nos vingar???" – Marcus  estava com poucas esperanças com relação ao caso. Muitos poderiam ficar de boa, mas parece que eles são os que mais se machucaram. No momento antes da disputa contra Max e seus guarda costas, Carter estava passeando pelas redondezas, apenas para colher informações.
 
Passou em alguns comércios locais e casas de família. Dava a entender que este agia como um pequeno investigador curioso, mas na verdade apenas queria descobrir o que realmente aconteceu naquela noite. O relógio era um dos símbolos de prestígio de muitos familiares e sobreviventes dos anos naquela cidade.

Anos de guerra que viraram paz, quando decidiram criar um grande símbolo especial, para mostrar ao mundo a vitória de Rikts sobre Rosselian. Lá estava a existência de ótimos soldados e excelentes pessoas. Investiram e o construíram como um bem memorial. Os que vêm de fora não entendiam metade das coisas que se passava, mas para aqueles que viviam ali e tiveram o desagrado de participar daquela perda horrível, é algo indispensável atualmente.

 “O Culpado ainda permanece entre um deles... Um humano..." – Pensou.

--Eu irei para a torre agora na madrugada, mas quero lhe fazer um pedido Marcus...
Carter se posta de costas e Marcus muda sua feição rapidamente, apresentando certa esperança, mas com uma forma indiscreta.

--Diga! – Ele respondera de modo firme.

Carter vira-se um pouco, encarando-o.

--Quero que não interfira no meu caso. Quaisquer que sejam os riscos, mantenha-se longe daquele relógio. Se eu o encontrar por lá... Eu o matarei com minhas próprias mãos.
 
--Mas...! Que tipo de pedido é esse?

--Um pedido de afastamento. Mantenha-se fora ou se torne parte do requisito de suspeitos. Faça como os outros familiares... Mantenha-se distante.

Carter retira-se, mas este sabe que se Marcus se envolver mais agora, poderá ser fatal para a missão. Será uma noite complicada para todos.

Organização Safrs:
Organização pagã
de mercenários e assassinos existentes há mais ou menos 200 anos. Visam exterminar focos de Rhyper's de classe e automatos listados de renome mundial. É formada por poucos Rhyper's Absolutos de classe alta, trabalha como a R.A. tendo uma tabela de valores fixas, assim determinando o nivel de seus encargos e tipo de contratado para a execuçao dos feitos. Só podem ser contratados mediante de Automatos especiais e não aceitam qualquer caso.
Fazem vistorias em locais de incidentes e indices normais de Rhyper's. Muitos da R.A. tem a cabeça à prêmio por lá, principalmente William Carter e Touch Pad.

Próximo post com a continuação será dia 12/10/2011!


12 setembro 2011

1° Conto (parte três) - Rikts

Estou tendo delays! D: 
E minha internet também não trabalha perfeitamente... Meu sono tbm não nhahahahahahaha lol
(capotei geral ontem e era para já ter postado :x sorry!)

Espero que de para postar as proximas no prazo T^T
(acho q ficarão em 6 partes msm heheheheheh)

Rhypers, Automatos, Harps e Hinterns são tão chatos de se construir ><'
(pena que só existam poucas diferenças entre eles... ><"'''')


Lembrando que os fatos da historia são ficticios :3
Adoro inventar alguma coisa estranha =x


Explicação basica:
Harps são restos ou sucatas de Autômatos. São maquinas andarilhas e sem destino ou missões oficiais. Servem de complemento para montagem e manutenção de um novo Autômato. Não costumam ser humanos.

Hinterns são considerados fantasmas por serem humanos convertidos em máquinas. Podem ser vivos ou mortos... Depende do Portador. Usam peças metálicas ou apenas com a carne. São operados por alguém. Sempre existem alguns em locais do crime, se tornam aliados para saberem de tais segredos, mas são traiçoeiros por ainda manterem sua real consciência viva.

Autômatos:
São máquinas completas seguidas de um compatível. Saem da fábrica principal (Reino de Sales) junto de seu portador para o mundo e são mais sucessíveis a ordens de oficiais, principalmente por serem seus fabricantes do que os outros portadores. Foram criados para reequilíbrio e salvação de humanos e sistema de pesquisas climáticas. Existem áreas que não podem ser acessadas ou habitadas, como as temperaturas da região interna de Sybem (Zona ártica sul-central), que beira aos -60° o ano inteiro. 

Rhypers:???? (fica na incognita ainda :3)


Reforço novamente: Sinta-se livres para comentar, tanto do desenho como da escrita fail.  ><"''' Não vou obrigar ninguém a ler e discordar, apenas sinta-se a vontade e tente se divertir (se quiser)



1° Conto com o personagem William Carter (0346-48)

 
Algumas horas depois, o silêncio dos corredores era intenso. Não chegava a incomodar, mas os detalhes das paredes e acessórios de porta estavam bem nítidos. Já haviam iniciado o expediente matinal. Mariah foi abordada pelas colegas de trabalho antes de sair da cozinha. 

Reunião em grupo?


--Muito bem moça, como você explica aquele momento de ontem?

--Nos fale como conseguiu atendê-lo sem travar?!

--Vocês estão me assustando!  Eu preciso cuidar do balcão agora, por isso depois do expediente eu contarei para vocês, ok?

--OK!

Mesmo parecendo interrogatório, as moças eram as melhores amigas de Mariah.

Na frente do café, vemos um grupo de amigos bagunceiros chegando até o balcão onde Mariah estava começando a trabalhar como o caixa.

--Fala Mariah! Soube que tem outro homem além do seu irmão no recinto!

--Não tem não, Max! – Ela o acerta com a bandeja na face.

Max é um dos amigos de Marcus, mas um dos maiores encrenqueiros do bairro.

--Qualé moçaaaa? Você tem que contar pro titio aqui toda vez que aparece um pegador pra te pegar... Eu posso ficar com invejinha!
Max a agarra no balcão, deixando algumas garçonetes desconcentradas e assustadas com a cena. Os outros amigos de Max estavam quietos apenas observando.

--Saiii! -Mariah tentara desvencilhar desesperadamente, mas estava cada vez mais difícil.
Até que uma bandeja acerta a nuca de Max, derrubando-o a nocaute.

--Acho que usei muita força...

--Carter! - Ela o alerta.

--Peguem o loiro aguado! – Guarda aponta.

--Ele bateu no chefe! - Os outros estremecem e se posicionam.

--Armas a sacar homens! -Concluiu sacando sua pistola simples para o alto.
Os 10 guarda-costas de Max levantam facas e pistolas contra Carter, mas o mesmo não demonstra alteração em sua feição, apenas observa o número de armas em jogo de mãos bem variadas.

--Bastante... – Suspira.

--Não o matem!!! -Mariah é detida pelas garçonetes, enquanto ambos se preparam para atacar. Alguns fugiam rapidamente do recinto, deixando-os as sós. Carter contra os 10 que restaram.

--Qualé... Sua mãe não ensinou que é feio levantar uma arma contra um oficial da justiça?

Carter escarneia e surge na frente do primeiro que fez o chamado para o ataque. Um movimento rápido de esquiva e uma torção simples no braço do inimigo ocorre em segundos, perdendo sua arma para o comandante. Este homem desmaia pela dor. Menos um de dez.

Enraivecidos, os dois ao lado dele se posicionam para aplicar disparos, mas Carter esquivou-se e revida utilizando a arma que pegou, derrubando ambos com tiros nos braços e pernas. 

Menos três de dez.

A arma ainda era apontada para os outros guardas. Um cano é levantado rapidamente sobre sua face... "Blam!" 
Carter acertara a parte de baixo da espingarda com seu punho antes dele ter a cabeça estourada. 


--Uma doze não resolve muito a minha vida... Afff...! – Suspira.

--Seu moleque!!! Tome!

Carter esquiva novamente. O arruaceiro aplica novos disparos para derrubá-lo, mas as mesas e cadeiras são destroçadas primeiro. A velocidade que possuía em um recinto como aquele, era precisa e moderada. Suas vestes começavam a sentir o poderoso dano sendo feito de raspão.

O arruaceiro se prepara para mais um disparo, mas em segundos, Carter surge atrás dele.

--Acha que assim me pega?

--Desgraçado!!!

Um lance brusco. Este foi o último disparo... Carter postara rapidamente a arma que portava dentro da entrada do cano, fazendo com que se entupisse e explodisse na mão do inimigo quando disparar-se. Este fez a contagem dos disparos, um a um até chegar ao cano que precisava “entupir”.

Carter saltara rapidamente, fugindo e acertando a face de outro capanga com os pés. Este estava portando boas armas brancas juntamente do outro ao seu lado.

--Opa voadora. – Posta-se ao chão após um mortal de costas, derrubando outro homem a nocaute.

--Seu maldito! – Saca rapidamente sua peixeira, passando sobre alguns fios de cabelo, pois este esquivou novamente, parando um pouco mais afastado de onde estava. Carter levanta-se e puxa outra faca.

--Hã? Da onde veio essa?

--Do carinha ali que eu acabei de matar. Você não viu, né?   

Carter não era um humano comum. Sua força, agilidade e resistência eram altas. Aquela briga para ele era como brincar com uma criança cega.

O carinha que ele comentara, era o que acabou de chutar a face quando fugiu da explosão de pólvora. 

--Carinha?! "Quando foi que ele...?"

--No Head! – Decepou no momento de distração. Carter se posiciona a frente, encarando os restantes.

Foram seis, faltam quatro.

--E então, preferem fazer a lição ou levar como dever de casa?

--Fujam!!! – Eles batem em retirada.

--1...2...3... – Carter estava contando e retirando algumas facas que estavam no corpo que ele decepou. No instante que recolhe a quarta, as abre como um leque e arremessa sobre as costas ao lado do coração dos quatro, derrubando-os facilmente.

--Acho que nenhum dos dois. – Concluiu.

Os dez guardas costas foram derrubados.
Foi a primeira vez que Mariah e os outros presenciam as ações de um Comandante do resgate ártico.

--Você os matou!

--Olhe direito... – Empurra um dos corpos revelando a face revestida com metal. 

--Metade são Harps... A outra são Hinterns. Máquinas e humanos combinados. Estes são "fantasmas mortos" há muito tempo, pois só fizeram com que o clima os ajudasse, sem a decomposição e queda das células para que se mantivessem intactos. Tudo bem que dois deles eram vivos ainda, mas... Estavam sendo controlados por alguém. Hinterns possuem opiniões próprias em uma situação como essa. Não revidam contra um oficial da R.A.

“O inimigo quer fazer um jogo ou um cerco? Preciso me atentar...”


Próximo post com a continuação será dia 26/09/2011!

30 agosto 2011

1° Conto (parte dois) - Rikts

Primeiramente desculpe a demora pra postar a próxima parte ;-; Tive uns probleminhas dobrados, mas nada que comprometa o não postar da segunda parte.  :x
Afinal quero postar ate o final este aqui XD


Rikts é uma das cidades que mais faço na historia XD Carter compra coisas por ali, ainda por ser mais versátil e rápido a ida do que a de Cybel (areá norte.)
Isso me faz lembrar que seria uma coisa genial eu montar um mapinha das cidades ._. 
(pelo menos para esclarecimento... XD)


Reforço novamente: Sinta-se livres para comentar, tanto do desenho como da escrita fail.  ><"''' Não vou obrigar ninguém a ler e discordar, apenas sinta-se a vontade e tente se divertir (se quiser)


1° Conto com o personagem William Carter (0346-48)
Os Dois Irmãos, Mariah e Marcus. 

--Entrada do primeiro dia para o segundo--

Era de Madrugada. O vento soprava vários flocos de neve pelo ar afora, mas o clima estava estável, podendo ser mais frio. Casas comuns e luzes bem claras na rua, a noite parecia manhã das 7 horas, mas não deixava de ser noite. O Silêncio era notável. 

Todos, após o jantar, já estavam dormindo na estalagem, menos Mariah e Marcus, que estavam discorrendo sobre o fato que se antecedeu. Eles são irmãos que sempre se comunicam quando ocorre algo, principalmente com a chegada de tal pessoa...

Ambos caminhavam pelo corredor, apenas para averiguar e saber se estava tudo fechado e seguro para quem repousa no recinto.

--Que tipo de cara ele é? Ainda estranhei a sensação que senti naquela hora da reunião... Era uma pressão que parecia me rebaixar. Vai saber que tipo de coisa aquele cara quer... Não vai me conquistar tão fácil. Marcus demonstra estar bem incomodado com a visita deste comandante. Já Mariah estava bem compreensiva com a reação de seu irmão. Afinal... Era um Homem.

--Eu vi aquela piscadela e conversa alheia no horário de trabalho Mana...! – “Ele ainda insiste nisso...?”Mariah pensara.

--Mano... Será que é melhor nós evitarmos de ficar bem próximo dele...? Parece-me ser uma boa pessoa, mas... Tem alguma coisa que ainda me incomoda nisso... Mariah apresentara uma feição duvidosa. Marcus apenas relaxava e se recompõe para continuar o assunto.

--Está preocupada com algo? Porque eu estou com ciúmes mesmo! Mesmo mantendo a calma, ele concluiu até o seu ponto de vista atual.

--Eu não sei... Ele se apresentou uma pessoa tão legal quando estávamos lá na mesa conversando... Ela estava meio lúcida enquanto relembrava.

--Aff... Já, já você me fala que gamou, igualzinho as suas amigas garçonetes. –Marcus apresentara uma feição de desgosto ao se lembrar do que rolou de manhã, além do “desacato” com o qual acabara de fazer a “opinião” de Mariah.

--Não! Você está entendendo errado, mano! Acho que só estamos prolongando algo que nos afeta indiretamente.  Estou super confusa agora!

“Tudo bem que ele tem certas coisas que chamam muita atenção, mas sinto uma sensação estranha, assim como meu irmão... Não consigo decifrar... Mas... Acho que deve ser porque estamos descobrindo algo novo em cada um... Que confusão...!"

--Vem, depois de dormir um pouco, creio que sua mente melhore! Marcus a puxa pelos ombros, arrastando-a pelo corredor. --Ele só vai nos ajudar com o caso do relógio e logo estaremos livres para poder visitar de novo nosso local sagrado.

--O túmulo da mamãe...?

--Sim!

Os dois caminham de volta para o recinto deles, saindo do corredor da estalagem dos hóspedes. Uma sombra aparece ao lado da janela que ficara próxima a porta que se cerrou... A claridade da luz noturna aumenta e revela a pessoa as escuras.

--Túmulo é? Então devem existir mais coisas que sejam desconhecidas para mim...

Com um sorrisinho sacana, Carter retornara rápido para o seu quarto, pois este estava seguindo a conversa dos garotos num modo ninja. Os equipamentos da R.A. são muito úteis, principalmente o de seu brinco comunicador (afinal aquele acessório pendurado na orelha dele não é só um enfeite... Possui um ótimo alcance de 700 metros.).

--Plenitude de 17 a 22 anos... Esses dois são intrigantes... Mas... Tem algo aqui que me incomoda. Passos rápidos e cortes em sua frase quando este trancara a porta de seu quarto e vistoriava o recinto. Nada de câmeras ou ninguém para bisbilhotar. Ele levanta sua jaqueta e retira um mini computador de bolso. É um dos materiais do kit de sobrevivência e de busca do seu arsenal. Seis telas giratórias criadas pelo retroprojetor do aparelho vão gerando algumas fotos e buscando dados das histórias sobre a cidade, além de outros são apresentados para Carter, que estara realmente intrigado com “O real mistério do relógio do sul de Rikts.”.

--Ano de 1989... O relato deste local é bem extenso... Aqui nesse ano foi à inauguração daquele grande relógio... Vamos fuçar mais sobre a história dele no decorrer dos anos, até agora em 2011... Talvez exista algo que me ajude.

O tempo passara rápido, já era de manhã e Mariah batia vagarosamente na porta do quarto onde Carter repousava. Ela portava uma pequena bandeja em mãos com um bom café da manhã.  

O silêncio prevaleceu.

Depois de 2 minutos e nenhuma resposta, Mariah abre a porta com sua chave reserva.

--Com licença senhor... Senhor? Discorre pelos lados. O quarto estava escuro, cortinas fechadas e somente a luz do abajur estava ligada. Não havia ninguém deitado na cama, pois estava arrumada.

O silêncio passava a impressão de que ele não estava. Mariah posta à bandeja ao lado da bancada com o abajur e abre uma fresta da janela. Antes de concluir o ato, Carter a segura, fechando-se a boca para evitar futuros brados.
Mariah se assusta e tenta revidar, mas a força era maior.

--Calminha. Preciso de sua ajuda Mariah. Ele sussurra em seus ouvidos, enquanto ela debatia-se, e após tal frase mexera a cabeça em leve concordância. 

Carter a solta e a mesma o encara fixamente. O raio de sol vindo da fresta da cortina, acertava a face e um de seus olhos, apresentando uma cor laranja ensolarado. Os olhos de Carter eram chamativos e convictos.
Mariah se afasta um pouco e respira com dificuldade... O susto foi um pouco pesado. Ela ainda estava em duvida quanto a confiar em Carter.

--Eu...? Ajudar-lhe em algo? Ela entorna sua face para que não continue encarando-o.

--Sim. Você é a única aqui em quem posso confiar Mariah... Eu conheço o mistério da sua mãe verdadeira.

A expressão de Mariah mudara... O espanto tomara forma. Era algo difícil para ela explicar com detalhes sem chorar. Pela primeira vez Mariah sentiu-se aliviada por poder discorrer deste assunto delicado, mesmo duvidando e tendo uma péssima impressão a respeito de Carter.

Mariah se recolhe rapidamente para fechar a porta.

--Desculpe-me, eu não sei como começar, eu só não sei o que te falar...

--Apenas comece do início. Pode ser de quando você nasceu, até agora, eu serei todo ouvidos. -Carter senta na cama, puxando uma das torradas que tinha na bandeja.
Mariah inclina-se para observá-lo. Mesmo intrigada com tal ação, ela se posiciona a frente dele e apresenta sua historia.

--Há alguns anos minha mãe vivia cuidando de várias crianças da vizinhança. Uma professora dedicada. Sempre as levava para passear e brincar com elas. Meus irmãos e eu sempre estivemos juntos...

--Nos divertíamos de dia e noite, muito tempo depois que aquele relógio foi inaugurado e reestruturado. Dentro dele existiam quadros e exposições, além de um belo jardim ao redor para que pudesse ser bem recreativo e relaxante nos momentos de visitas. Porém... Em uma noite tudo mudou... Algumas pessoas que estavam voltando da exposição, estranharam o péssimo comportamento de dois vigias noturnos. Diziam que eles eram autômatos... Mas outros falavam que eles eram humanos...

--Foi um momento ruim para aqueles visitantes, tanto para minha mãe como para as crianças acompanhadas... Eles aprisionaram todos daquela noite, dentro da torre do relógio... A milícia foi comunicada e eles exigiram uma alta quantia para libertação dos reféns. Mas por causa do descumprimento da milícia, em revolta, os dois mataram todos os que estavam por lá... Dizem que atualmente os dois são fantasmas da torre que matam quem não estiver com tal quantia exigida...
--Dizem que foi pedido 300 mil Kilas... Outros falam que foi mais de 500 mil... É difícil saber o real valor...

--Primeiro... Máquinas... E agora humanos que viraram assombrações... Essa missão está bem suspeita... Carter suspira após ouvir a história.

--Desculpe pelo envolvimento e historinha... Meu irmão sempre me restringiu a não contar para mais ninguém... E então a última vez que conseguimos ir para lá, foi apenas para levantar um pequeno tumulo para nossa mãe, porque todas as equipes que viam para cá eram mortas... Perdemos o irmão do meio, o Manuel... Mas a memória que queríamos está ainda gravada forte ali.

--Entendo... Mariah... Eu não tenho lenço, mas se quiser empresto meu ombro para ser ao menos isso no momento. Carter estende seus braços com uma face mais serena a ela, que estava desabando em lágrimas continuas ao contar sobre este fato. Era algo que a machucava completamente.

--Ich... Desculpa, mas eu vou aceitar...! A feição de felicidade dela e tristeza aumentam e assim o abraça ternamente.

--Desabe a vontade. Você merece.

Ainda no Segundo dia... Era de tarde, exatamente às 16 horas. Para espairecer, Carter opta em passear pela estalagem.

“As coisas são bem estranhas nesse local, pena que não posso chegar e encurralar os familiares... Assim seria mais fácil... Mas não posso usar armas também sem saber quem eu devo matar ou prender.”

Quando voltava a realidade, este caminhava até a área da sala de jantar. Um som exorbitante. Escutara um berro alto e estridente. Xavier estava reclamando com alguém.

Carter se posta a esconder em "modo silencioso", se aproximando da fresta da porta. Duas pessoas estavam com Xavier. Uma com mantos negros e a outra com um casaco vermelho. Ambos com os rostos tampados por panos e faixas. Nas costas não possuíam logos, mas a frente possuía apenas certos símbolos, antes irreconhecíveis, mas se tornaram a principal resposta para que Carter não esperasse o que viria a descobrir... A palavra “Safrs” invade sua mente por alguma razão... Outra coisa que o intrigara depois é a tatuagem que Xavier possuía em seu braço direito. Um dragão negro e vermelho com uma cicatriz no centro... Mesmo não sendo nítida naquela hora do jantar... Este se recordara vagamente de ter reparado algo ali...

"Eu já disse, eu não quero que fique fazendo esse tipo de trabalho, é perigoso!"

"Todos nós sabemos o que se passa por aqui. Sei que está escondendo algo de nós Xavier..."

"Nós temos um acordo com o Senhor, lembre-se apenas disso."

Os dois indivíduos saem da sala, Carter se recolhe no mesmo instante para o fundo do corredor, escondendo-se atrás do armário das pratarias.

Os indivíduos se retiram normalmente do recinto.

Ninguém o percebe.

"Eu não estou gostando nem um pouquinho disso... Já, já estarei em uma novela..."  Carter pensara enquanto observava a face amedrontada de Xavier que surge para fechar a porta.

Próximo post com a continuação será dia 11/09/2011!